Música e letra

Cantar Galponeiro

Por Clóvis Mendes, do álbum Canto Nativo - Embalagem Especial.

2011
Versão completa
Letra

Cantar Galponeiro

(Oacy Lima Rosenhaim "Cachimbo"/Nilo Bairros de Brum) Meu verso é rio de águas claras correndo para o remanso É igual a um potro manso de andar garboso e faceiro Faz tempo que é meu parceiro, pois é meu verso que acalma As penas de minha alma nas horas de desespero O meu cantar galponeiro traz a marca da querência E a prova de uma existência cevado no mate amargo E quem aceita o encargo de campeiro e cantador Sabe que é fiador da memória do seu pago Quem não renega as origens é cerno de corunilha Plantado numa coxilha, palanque por vocação Esta xucra devoção expressa através do verso Participa do universo sem desgarrar do seu chão O meu cantar galponeiro traz a marca da querência... Meu verso carrega o timbre do sentimento nativo Em cada rima é um estribo onde se firma a consciência E, nessa busca de essência, meu verso é quase sagrado Porque projeta um legado além da minha existência O meu cantar galponeiro traz a marca da querência...